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Clix acusada de enganar clientes
Clientes acusam empresa de publicidade enganosa no Vale do Homem

Fraude, burla, vigarice e publicidade enganosa. É nestes termos que clientes ‘Clix’ abordam o incumprimento contratual da operadora na campanha ‘ASDL Banda larga - Clix 2Mb’, cuja mensalidade se situava nos 22,50 euros, mas que acabou depois por não ter assegurar a assunção do serviço.
Face ao preço “convidativo”, inúmeros utilizadores dos concelhos de Amares, Vila Verde e Terras de Bouro contrataram o serviço e romperam com a tradicional ligação – normalmente afecta à PT –, mas acabaram informados que “afinal esta não é uma zona Clix”.
A operadora ‘Clix’, do Grupo Sonae, tem recebido inúmeras queixas dos clientes lesados. O processo de angariação de clientes na campanha ‘ASDL Banda larga - Clix 2Mb’ funcionava através dos comerciais Clix, que visitavam a casa dos potenciais clientes.
Em poucos minutos, estes eram informados que integravam a designada ‘zona Clix’ (com infra-estruturas próprias da empresa), o que permitia a adesão à campanha que propunham. Dadas as explicações, conferidas as condições, vincados os valores a pagar – conforme folheto promocional – e em muitos casos após confirmação da seriedade da oferta junto da sede da empresa, passava-se à assinatura do contrato.
Um número elevado de clientes acabou por rescindir o contrato com outras operadoras do mercado. Poucos dias depois, o Director do Serviço ao Cliente, Luís Costa, dava as boas-vindas à Clix e fornecia os dados de acesso à ‘Internet ADSL 2MB’ ; o ‘Username’ e a ‘Password’.

Surpresas

Em grande parte dos casos, visto verificar-se um atraso no acesso ao serviço, os clientes contactavam o serviço de Apoio a Clientes, para obter informações complementares. Para espanto geral, o serviço informava que o valor do contrato não era de 22,50 euros, tal como constava no folheto apresentado pelo comerciais da Clix, mas sim de 29,90 euros.
“Fiquei revoltado, senti-me enganado e burlado”, adianta Manuel Araújo, jornalista freelancer de Amares, que havia aderido à campanha. “O preço era convidativo, rescindi com a PT e aguardei a adesão”, refere Adelino Ramôa, outros dos clientes lesados.
Como estes, outros casos que configuram as mesmas queixas foram narrados à reportagem do jornal ‘Terras do Homem’, que constatou tratar-se de uma situação que atinge populações quase inteiras de várias freguesias dos concelhos dee Amares, Terras de Bouro e Vila Verde.
“Contactei novamente os serviços de Apoio ao Cliente, para informar que não aceitaria o valor de 29,90 euros, mas sim o valor do contrato por mim assinado; ou seja, 22,50 euros”, revela Manuel Araújo. Acrescenta que “nada decidiram, mandaram-me esperar algum tempo, pois ‘um superior hierárquico’ me contactaria para dar a decisão. Mais tarde, fiquei surpreendido ao constatar que a minha zona já não é considerada ‘Zona Clix’.

“Vigarice”

Os casos vão-se avolumando e as queixas seguem em número elevado para a operadora.
“Isto é uma autêntica vigarice”, considera Adelino Ramôa, sustentando que “eles enganaram-se e nós acabamos prejudicados. Quero ver quem repõe os prejuízos e inconvenientes”. Vinca que “nesta fase, apenas reclamo do mau serviço”.
Manuel Araújo vai mais longe: “exijo o cumprimento integral do contrato, ou ser ressarcido das percas que eventualmente irei ter”.

Provedor e Belmiro

Em muitos casos, o processo está a seguir a via judicial. Advogados contactados pelo jornal ‘Terras do Homem’ referem que o caso pode configurar, “numa análise simplista, ‘publicidade enganosa’”.
O caso chegou à consideração do Provedor do Cliente. Este terá mencionado a intenção de resolver a questão a contento das partes.
Ao que apurámos, alguns dos clientes mais ‘irados’ terão sido contactados no sentido de aceitarem as novas condições (‘ASDL Banda larga - ‘Clix 2Mb’/mensalidade de 29,50), a troco de dois meses de acesso gratuito.
O caso terá chegado mesmo às mãos de Belmiro de Azevedo, ‘patrão’ da Sonae, tal a persistência de muitos clientes.
“Apenas nos resta apresentar as nossas sinceras desculpas pela presente situação, tal como por todas as informação incorrectas que foram prestadas anteriormente, sendo compreensível qualquer atitude que tome, dada esta situação. Para qualquer esclarecimento, não hesite em contactar a nossa linha de apoio ao cliente: 808 10 20 30” – esta foi a resposta da Clix ao sucedido.

Autor: Terraimagem | 2006/05/23
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